terça-feira, 25 de setembro de 2007

do abismo

Sempre que me pediram ...
eu dei tempo para pensar,
Quando disse que era preciso...
dei-lhe espaço para estudar,
Se me falassem...
era sempre a primeira a me afastar.
Por mais que me sufocasse,
antes mesmo que argumentassem,
eu já saía de lá.
Ainda que sofresse,
era sempre eu a me ausentar,
a sair...
a calar...
a sumir...
a chorar...
Mas agora, já não sei o que sentir.
não há mais como voltar.
Por mais que eu tente resistir,
o abismo persiste a me chamar
sempre tão tentador, com as calmarias de lá
encontro-me cansada, confusa
sem forças pra lutar.
E ainda que as tivesse não sei se valeria a pena,
pois desse buraco tão profundo,
onde fui me exilar,
parece-me que mundo deixou de ser o meu lugar...

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