terça-feira, 26 de agosto de 2008


Andando sem rumo na chuva,
sentindo como se não tivesse lar
Pra onde ir, nem pra quem voltar.
Percebi que a realidade não é colorida
Mas se dispõe em tons de cinza.
Que colorimos com o que vivemos
Meu coração é vermelho.
Vermelho, cor da dor que você me causou.
Vermelho, cor do pranto que você derramou.
Meu coração jurou não bater de novo.
O mundo jurou não se colorir de novo.
Juras que se fazem vazias...
Juras que emergem na solidão.
Meu coração segue pulsando vermelho.
As lágrimas seguem rolando vermelhas.
Mas a chuva...
A chuva cai quando a alma chora...
deixa a visão turva
Confunde lágrimas vermelhas com sorriso amarelo.

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