domingo, 17 de agosto de 2008

... do nosso amor a gente é quem sabe...

Um de nós devia ter previsto, pressentido...
Era tão óbvio, nem precisava de tanto pra saber que não ia acabar bem.
Alguém podia ter dito não!
Ou se afastado no momento em que nossos corpos se tocaram e o mundo todo pareceu sumir dali.
Nem me lembro o que estava tocando, você lembra?
Suas mãos trêmulas percorreram meu corpo, sua boca doce veio ao encontro da minha com tamanha vontade, que senti a avidez de seu desejo.
De um jeito aflito, foi assim que você me amou, de um jeito só seu, de um jeito sufocante e extasiante.
No dia seguinte, tudo estava desfeito, tudo acabado.
O encanto se restringiu àquele quarto, que por muito tempo não tornaremos a visitar.
Ainda me pergunto se algo poderia ter sido feito pra evitar tamanha confusão, ainda me pergunto se gostaríamos realmente que algo fosse feito.
Ainda paira no ar o gosto da lembrança, seu cheiro ainda habita meus pulmões, seu sangue corre em minhas veias, mas nenhum de nós sabe o que isso significa, nenhum de nós sabe onde isso tudo vai dar...
E não, não me arrependo, nem por um instante sequer.

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